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Written by Y.N. Daniel
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Wednesday, 07 October 2009 17:07 |
O hotel é chique. Coisa fina. Passam dois funcionários vestidos com uniformes impecavelmente bem passados. Levam um carrinho de metal niquelado muito bem polido. Dentro do carrinho devem estar aqueles pratos que a gente só vê nos filmes, ou nas novelas. A diária neste hotel, não sai por menos de 1.000 reais. E o que estou fazendo aqui? Bem..., humm...., é..., ahammm...., olha a arara azul passando na sua janela!! Iiii, passou! Voltando ao assunto. No lobby do hotel, dois indivíduos vestidos de terno e gravata conversam. "Ô rapá, tudo bem?!" "Ah, tudo..." "E aí, como está o trabalho?!"
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Written by Y.N. Daniel
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Wednesday, 07 October 2009 13:39 |
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"A arte precisa de tempo" - disse-me minha amiga Tati. Mas no mundo de hoje, tempo é luxo. Conclusão, a arte precisa de luxo. Hummm... não, não... a arte precisa de tempo. As pessoas é que precisam de luxo (pelo menos é o que pensava o carnavalesco Joãozinho 30). Quem é Joãozinho 30? É aquele que disse: "quem gosta de pobreza é intelectual, pobre gosta é de luxo!". Mas a Tati está correta, a arte precisa de tempo, muito tempo. Não se produz o excelente a toque de caixa. Não se produz obra prima contando os segundos, minutos, as horas.
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Written by Y.N. Daniel
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Wednesday, 07 October 2009 00:22 |
A bomba explodirá no bar às treze e vinte. Agora são apenas treze e dezesseis. Alguns terão ainda tempo para entrar; alguns, para sair. O terrorista já está do outro lado da rua. A distância o protege de qualquer perigo. E, bom, é como assistir a um filme. Uma mulher de casaco amarelo, ela entra.
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| File | Description | File size | Last Modified |
Narração do poema | Narração do poema de Wislawa Szymborska | 2400 Kb | 07/10/09 00:28 |
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Last Updated on Wednesday, 07 October 2009 00:27 |
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Written by Y.N. Daniel
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Tuesday, 06 October 2009 13:16 |
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Um homem grande, gordo, farto, pesado, muito branco, de cabelos muito crespos e olhos pequenos bate no balcão de mármore e grita. "Ô Naldo! Um suco de laranja, dois na canoa, um na chapa, uma média, um expresso, um carioca e outro normal" Passam-se alguns minutos "Ô Naldo, mas eu falei um suco de laranja, três na canoa, um na chapa, uma média, um expresso, um curto e outro normal" O outro atendente replica "Não senhor. Você disse Um suco de laranja, dois na canoa, um na chapa, uma média, um expresso, um carioca e outro normal. Não vem não" "Ô besta fera, animal de teta, eu falei um suco de laranja, três na canoa, um na chapa, uma média, um expresso, um curto e outro normal. Põe essa cabeça chata pra funcionar!"
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Written by Y.N. Daniel
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Tuesday, 06 October 2009 13:13 |
Faz muito tempo que esta história ocorreu. Uns dez anos.
Creio já ser seguro contá-la.
Pois bem, vamos lá.
Estávamos eu, rainha e o deus que dorme, assistindo uma peça de teatro lá em São Carlos.
Decidimos ir ver a peça porque a mãe de um amigo nosso era uma das atrizes do elenco.
Já não lembro mais qual era a peça; mas sei que era alguma coisa de Nelson Rodrigues.
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