| Publicação - Resposta que escrevi no forum do GELF |
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| Written by Y.N. Daniel |
| Wednesday, 21 July 2010 14:54 |
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Sinceramente, para o caso brasileiro, acho que a melhor fórmula é ser publicado por uma grande editora.
Sobre os agentes, os melhores são os americanos e os britânicos. Te tratam bem, são diretos na análise, não te enrolam, e não se importam se você é famoso ou não. Eles estão interessados é no texto.
Conheço uma das agentes mais famosas de São Paulo, e talvez do Brasil. Numa palestra, ela disse a todos que o importante mesmo era se divulgar, ir a muitos eventos, e fazer de tudo para entrar "na midia". "O sonho de consumo", segundo ela, era fazer um livro que pudesse ser vendido para as escolas; porque a única forma de você ganhar dinheiro de verdade era vender para o governo. Quando perguntei para ela sobre a qualidade do texto, disse-me ela que isso ficava em segundo plano. O negócio importante mesmo é ter penetração na "midia" (leia-se, televisão).
Achei a explanação um pouco deprimente; mas como ela está há muitos anos no mercado, há grande chance da explicação ser verdadeira.
Outro ponto é que os leitores brasileiros tem o hábito de julgar um livro não só pela capa, mas também pela editora. Pois é. Soube dessa há pouco tempo.
Uma editora grande é uma grife. E numa sociedade de relacionamento e não de mérito, isso faz todo o sentido.
O Harry Potter, por exemplo, nasceu numa editora bem pequena. Entretanto um fenômeno similar "down here" tem chance quase nula. A exceção do Paulo Coelho, que publicou seu livro numa editora desconhecida (que era o caso da editora planeta antes do diário de um mago), e depois vendeu um gazilhão de livros.
PS: Não tenho nenhum livro publicado por uma editora grande e glamourosa, e além disso faço a produção de tudo o que escrevo; mas ainda assim, acho que o glamour da editora grande, no Brasil, é bastante importante.
Sinceramente, para o caso brasileiro, acho que a melhor fórmula é ser publicado por uma grande editora.
Sobre os agentes, os melhores são os americanos e os britânicos. Te tratam bem, são diretos na análise, não te enrolam, e não se importam se você é famoso ou não. Eles estão interessados é no texto.
Conheço uma das agentes mais famosas de São Paulo, e talvez do Brasil. Numa palestra, ela disse a todos que o importante mesmo era se divulgar, ir a muitos eventos, e fazer de tudo para entrar "na midia". "O sonho de consumo", segundo ela, era fazer um livro que pudesse ser vendido para as escolas; porque a única forma de você ganhar dinheiro de verdade era vender para o governo. Quando perguntei para ela sobre a qualidade do texto, disse-me ela que isso ficava em segundo plano. O negócio importante mesmo é ter penetração na "midia" (leia-se, televisão).
Achei a explanação um pouco deprimente; mas como ela está há muitos anos no mercado, há grande chance da explicação ser verdadeira.
Outro ponto é que os leitores brasileiros tem o hábito de julgar um livro não só pela capa, mas também pela editora. Pois é. Soube dessa há pouco tempo.
Uma editora grande é uma grife. E numa sociedade de relacionamento e não de mérito, isso faz todo o sentido.
O Harry Potter, por exemplo, nasceu numa editora bem pequena. Entretanto um fenômeno similar "down here" tem chance quase nula. A exceção do Paulo Coelho, que publicou seu livro numa editora desconhecida (que era o caso da editora planeta antes do diário de um mago), e depois vendeu um gazilhão de livros.
PS: Não tenho nenhum livro publicado por uma editora grande e glamourosa, e além disso faço a produção de tudo o que escrevo; mas ainda assim, acho que o glamour da editora grande, no Brasil, é bastante importante.
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