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Written by Y.N. Daniel
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Wednesday, 09 June 2010 17:04 |
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Este é um texto que escrevi para concluir meu curso de extensão em Comunicação, Educação e Cibercultura. Desculpem-me o estilo acadêmico, mas neste caso não houve outro jeito. A irreverência teve que ser deixada de lado.
Curso de extensão : Curso Comunicação, Educação e Cibercultura Minhas considerações sobre o texto: Inteligência coletiva: comunicação, capitalismo cognitivo e micropolítica* Rogério da Costa - Professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica da PUCSP/SP/BR
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Professora : Michelle Prazeres.
A meu ver existe um desejo de convergência por parte da civilização em que vivemos. Ainda que não seja unânime para todas as sociedades, a maioria delas caminha na direção de uma vida interligada ao extremo. O livro, do século XIV até o século XIX, foi a mais revolucionária forma de divulgação das idéias. Entretanto, com o advento do telégrafo em 1901, e com as novas modalidades de tele-comunicação e por fim, de "tele-interação", a palavra escrita num livro deixa de ser a principal forma de divulgação das idéias, de transformação das sociedades e de legitimação do conhecimento. Entendo que a evolução técnica das formas de divulgação das idéias é também a evolução da forma como as pessoas interagem entre si. Quanto mais rápida é a troca de conhecimento, maior é a velocidade com que as idéias vigentes se transformam. Encaro as redes sociais, por exemplo, como um meio onde o coeficiente de atrito entre as idéias e a realidade é zero. As redes sociais seriam, desta forma, um lugar em que as idéias circulam em velocidade quase infinita. Pessoas de todas as classes sociais, idades e credos, trocando idéias através de um filtro moral mais fino do que aquele que é usado na vida cotidiana (não virtual). Para muitas pessoas, o celular é o novo órgão(cibernético) humano, e tem a mesma importância do fígado, do coração, do pulmão ou qualquer outro órgão. Ele não é apenas um suporte para veiculação de ondas eletro-magnéticas. Sem ele, para muitos, a vida está incompleta. Andar sem o celular já está virando algo impensável e impossível. Este suporte, mais leve que as máquinas desktops, mantém a comunicação "non-stop" entre as pessoas. O que acrescenta mobilidade na velocidade que já falei anteriormente.
Num primeiro momento, não há nada de errado em se trocar tanta informação, durante tantas horas do dia e de forma tão rápida. Aliás, isso deveria tornar as pessoas cada vez mais informadas. Isto deveria tornar as pessoas mais "inteligentes" a cada minuto que passa. Mas não é isso que está acontecendo. "No frigir dos ovos", vejo que a velocidade dilui o conhecimento. É como se existisse uma equação tal que: conhecimento = (1 / velocidade); Pensemos em 1 como se fosse 100% do conhecimento. Quanto maior a velocidade, mais ralo torna-se o conhecimento. Outra forma de pensar é entender o conhecimento como tendo um peso C, o qual tem que ser distribuído para um número P de pessoas, numa velocidade V. Quanto menor o peso de C, mais rápido será o transporte. V = P/C
Se, para a maior velocidade da distribuição da informação, é preciso diminuir o seu conteúdo e densidade, é provável que as pessoas, a cada dia, saibam cada vez menos de tudo (o que é paradoxal). Voltando a questão da convergência, a qual, neste contexto é a tendência dos encontros interpessoais ocorrerem em número cada vez maior num intervalo de tempo cada vez menor, creio que começa a se arraigar na civilização, a idéia de que estar conectado é um valor "bom". O estar conectado, bem como a velocidade, estão se tornando, ou já são, parte integrante da ética de quase todas as sociedades existentes nos dias de hoje. Se estar conectado, velocidade e troca de informações, estão se transformando em valores quase invisíveis e já presentes em todos os campos do conhecimento humano. E nas atividades cotidianas, a discussão destas coisas, em breve tornar-se-á cada vez mais anacrônica. Quero dizer que a crítica boa ou ruim, sobre esse triângulo hiper-dinâmico, torna-se quase impossível. A crítica e/ou o estudo, demandam tempo para reflexão e, pensando assim, fazer a crítica sobre um trinômio hiper-volátil, talvez, exija outras ferramentas de análise que não aquelas herdadas pelo pensamento científico de Descartes. Antes de encerrar minhas considerações, falarei um pouco da micropolítica apresentada por Rogério da Costa. Achei o conceito de uma política exercida pelas comunidades virtuais, ou ainda, pela sua capacidade de exercer política na esfera virtual, bastante enigmático e difícil de aceitar. Por quê? Bem, como participante ativo de redes sociais, noto que principal uso das redes sociais é o da "troca de amenidades". Sem querer aqui exercer um juízo de valor, qualquer um que se disponha a examinar o conteúdo postado pelos integrantes de qualquer rede social, verá que, ainda que a rede em questão tenha um foco específico, com o tempo, os assuntos acabam por desaguar em assuntos como aniversários, festas, bichos de estimação, fotos de viagens vídeos de música e "vídeos pegadinhas". E esse tipo de conteúdo, ao que me parece, já virou um código de conduta. A política e a religião, por exemplo, são assuntos considerados indesejados nas redes sociais. Não são assuntos "divertidos". Desta forma a política, e/ou seu exercício, nas redes sociais, é algo que, a meu ver, a longo prazo, dificilmente terá espaço agora ou no futuro. Concluo que a inteligência coletiva sempre existiu, o que ocorre agora é que através da tecnologia, a velocidade de evolução dessa inteligência está ficando cada vez mais vertiginosa e, também, está se tornando um objetivo em si mesma. É a velocidade pela velocidade, sem a necessidade de olhar para os lados.
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Last Updated on Wednesday, 09 June 2010 17:16 |
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Written by Y.N. Daniel
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Friday, 14 May 2010 13:36 |
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Há algum tempo que eu já suspeitava que a história da inclusão digital pregada por muitos governos do mundo era uma "mentira branca".
Salvo raras exceções a inclusão digital é vendida como: possibilitar o acesso às classes menos favorecidas economicamente a computadores; depois o acesso a internet e por último, cursos para aprender a como operar os computadores e os softwares neles imbutidos. De maneira bastante grosseira, isso é o que é vendido coo inclusão digital.
Mas há uma falha fundamental neste trinômio máquina, internet e capacitação, no que se refere principalmente a capacitação. As pessoas são ensinadas a como operar o softwares decorando os comandos. Coisa semelhante acontece nos estudos de chimpanzés. Eles decoram os símbolos e os associam a necessidades e vontades e, desta forma, logo estão operando as máquinas.
Noto que as pessoas, em sua maioria, que fazem cursos de reciclagem e capacitação, relacionados a software, são ensinadas a decorar comandos e não a entender a lógica de um determinado grupo de software.
Ex: softwares de editoração de texto tem todos a mesmíssima lógica. Uma vez aprendida essa lógica, não há porque fazer um curso cada vez que uma versão nova do software é lançada. Continuando este raciocínio, se toda vez que uma nova versão de software for lançada, às pessoas forem obrigadas a realizar novo curso para aprender a nova versão, isso significará um custo fixo perpétuo de reciclagem.
Vamos a uma metáfora que creio esclarecerá meu ponto de vista.
Pense em duas pessoas que nunca viram um martelo. As duas recebem martelos feitos com cabo de madeira e cabeça de metal.
À primeira é explicado que o martelo tem que ser usado para martelar tomates e apenas tomates. E depois, ensina-se o movimento correto para martelar tomates.
À outra é explicado que um martelo serve para martelar coisas. E que se deve ajustar a força da batida dependendo do objeto a ser martelado. Pois é. A inclusão digital pregada pelos governos e pela "mídia" (detesto este termo. Para mim não diz nada), estes numa espécie de relação simbiótica, é aquela baseada no primeiro exemplo do martelo.
Hoje em dia, é normal que, se o martelo com cabo de silicone for lançado, as pessoas tenham que se reciclar para entender como usá-lo.
Para mim que sou arquiteto de software, isso é uma imbecilidade sem par, mas, para minha surpresa, é exatamente isso que está acontecendo. Não só no Brasil, como em todo o mundo.
Não só a inclusão digital, mas também os processos de aprendizado para aqueles que já estão "incluídos" digitalmente, seguem a mesma lógica.
Que lógica é essa? Fragilizar o aprendizado do futuro usuário dos novos e já existentes softwares. E plantar neles a idéia de que não podem aprender sozinhos e de que a todo momento é necessário se atualizar quando novas versões de software são lançadas.
A "mecânica da coisa" não é ensinada. O que faz com que milhões de pessoas se sintam, desnecessariamente, a todo momento, com uma arma na cabeça (metaforicamente falando), quando se trata de tecnologia.
Conclusão: talvez seja possível considerar isso uma espécie de sofisticada perversão, iniciada no no século XX e amplificada no século XXI.
Agradecimento especial ao professor Eugênio Trivinho que fez uma apresentação ontem para os alunos do curso de Educação e Cibercultura. E que me possiblitou amarrar as idéias para completar este artigo.
Clique aqui e leia uma entrevista do professor Trivinho.
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Last Updated on Friday, 14 May 2010 14:27 |
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Written by Y.N. Daniel
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Friday, 30 April 2010 17:17 |
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Textos que vão ajudá-lo a entender a verdadeira natureza da sociedade de controle e seus agentes invisíveis.
"O bagulho é forte!"
Há!
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Last Updated on Friday, 30 April 2010 17:21 |
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Written by Y.N. Daniel
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Tuesday, 27 April 2010 13:49 |
Local: São Paulo, Brasil, Midia, Televisão Objeto de estudo: paradoxo, futurologia Observação no. : 5
A infância dos humanos é longa em comporação a muitas outras espécies. O que é uma vantagem e uma desvantagem. Uma das desvantagem principal é que passamos um longo tempo sem a habilidade de nos defendermos. A vantagem é o maior tempo para aprender coisas novas. Diferente dos felinos que nascem com quase todo o seu cérebro programado, os humanos nascem como uma "tabula rasa" ou quase. Esta estratégia de milhões de anos, de ter uma infância longa, foi crucial para o sucesso da espécie humana na terra. Ditas estas palavras, sem citar fonte nenhuma, pois este não é um trabalho científico, observo hoje um paradoxo. Os adolescentes, que é uma classificação relativamente nova, pois antes só existiam dois tipos de pessoas, os adultos e as crianças (sim, a adolescência é uma invenção do século XX) parecem estar, no geral, com uma capacidade bastante reduzida de concentração. Com exceção dos gênios, o resto das pessoas normais necessita de tempo para fixar os princípios básicos da matemática, geometria, física, química entre outras disciplinas. Entretanto a idéia, o conceito de adolescência de hoje, tem relação com a velocidade, com a inconstância, com a volatilidade (algo intrínsico da modernidade). Palavras como reflexão e concentração nunca fizeram parte do ideal da juventude (leia-se adolescência). OK, vamos lá. Já ouvi de algumas pessoas, e não foram poucas, que a juventude está plugada, acelerada e outros adjetivos similares. Durante as conversas, durante as aulas, durante qualquer atividade que dure mais do que 3 minutos, os jovens tem o hábito de interromper a atividade e falar no celular, enviar mensagens e etc... Bem, extrapolemos isso ao infinito. Digamos que crianças e adolescentes passem toda sua infância e adolescência não se concentrando em nada por mais de três minutos - tirante os shows de rock. Se pensarmos no aprendizado, seria necessário uma capacidade de prestar atenção em duas ou mais atividades em paralelo para alcançar uma compreenssão razoável do que quer que se esteja realizando. Algumas pesquisas tem indícios fortes que as mulheres tem essa capacidade. Que seus cérebros são projetados para fazer várias coisas ao mesmo tempo. Este mundo plugado, então parece ser direcionado para o sexo feminino, e não para o sexo masculino. Talvez um antropólogo possa dissertar melhor sobre isso, mas hoje, mais do que em qualquer outro momento da história, uma infância curta representará uma desvantagem significativa para os homens e talvez uma vantagem para as mulheres. Certo, certo... Continuemos em nossa análise selvagem. Se o homem foi projetado para fazer uma coisa de cada vez, e talvez por isso consiga se concentrar bastante nesta única coisa, e cultura do "plugado" vai de encontro a este hábito de fazer uma coisa de cada vez. Poderia-se pensar que neste século a ascenção das mulheres é certa. Mas agora chegamos no momento em que a onça bebe o H2O. Depois deste amontado de pensamentos truncados (isto é um exercício de imaginação sociológica!!!!) Daqui a 20 anos, você, que está lendo este texto agora, terá coragem de morar num prédio construído por pessoas que nunca conseguiram se concentrar em algo por mais de 3 min? Te peguei!
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Last Updated on Tuesday, 27 April 2010 13:53 |
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Written by Y.N. Daniel
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Monday, 26 April 2010 02:32 |
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Fiquei na dúvida se iria postar isso, mas depois vi que era necessário.
Você sabe porque a elite não Brasileira não se importa se a educação pública (ou privada) está boa ou não?
É bastante simples. A elite econômica do mundo, hoje em dia é transnacional. Não existe mais a elite de um país, o que existe é a elite mundial.
O dinheiro está permitindo uma existência sem a necessidade de um relacionamento com um local específico.
Está difícil de entender, não é?
Pois é... Quando a elite não consegue achar uma boa escola para os seus filhos, ela os manda para alguma lugar onde a escola seja boa. Isso pode ser um colégio na Suiça, França, uma universidade nos Estados Unidos e por aí vai.
Assim como os judeus já foram um povo sem pátria, a elite transnacional transformou-se numa nação apátrida.
Concluo desta forma que as pessoas que devem se preocupar em melhorar a educação do País são aquelas pertencentes a classe trabalhadora.
Esperar que alguem da "elite" se preocupe com isso, ou que achar que a escola ruim irá afetá-los, hoje em dia, é uma expectativa sem futuro.
Pois é. Mas de onde tirei esta idéia um tanto revolucionária?
Ahá! Revelarei a fonte. Não devia, pois um bom jornalista nunca revela sua fonte; mas não sou jornalista, então lá vai:
Reorganização Econômica, Reforma do Estado e Educação.
Lúcia Bruno.
Fiquei na dúvida se iria postar isso, mas depois vi que era necessário.
Você sabe porque a elite não Brasileira não se importa se a educação pública (ou privada) está boa ou não?
É bastante simples. A elite econômica do mundo, hoje em dia é transnacional. Não existe mais a elite de um país, o que existe é a elite mundial.
O dinheiro está permitindo uma existência sem a necessidade de um relacionamento com um local específico.
Está difícil de entender, não é?
Pois é... Quando a elite não consegue achar uma boa escola para os seus filhos, ela os manda para alguma lugar onde a escola seja boa. Isso pode ser um colégio na Suiça, França, uma universidade nos Estados Unidos e por aí vai.
Assim como os judeus já foram um povo sem pátria, a elite transnacional transformou-se numa nação apátrida.
Concluo desta forma que as pessoas que devem se preocupar em melhorar a educação do País são aquelas pertencentes a classe trabalhadora.
Esperar que alguém da "elite" se preocupe com isso, ou que achar que a escola ruim irá afetá-los, hoje em dia, é uma expectativa sem futuro.
Pois é. Mas de onde tirei esta idéia um tanto revolucionária?
Ahá! Revelarei a fonte. Não devia, pois um bom jornalista nunca revela sua fonte; mas não sou jornalista, então lá vai:
Reorganização Econômica, Reforma do Estado e Educação.
Lúcia Bruno.
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Last Updated on Tuesday, 27 April 2010 13:12 |
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Written by Y.N. Daniel
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Tuesday, 20 April 2010 20:28 |
Local: São Paulo, Brasil, Midia, Televisão Objeto de estudo: ditados, aforismos Observação no. : 4
O Brasil é um país predominantemente cristão. O livro sagrado dos cristãos é a bíblia, palavra de origem grega que significa: livros. A bíblia formatada tal qual conhecemos deve ter por volta de 1700 anos.
E por que tive que fazer esta introdução relâmpago sobre os cristãos? Há um ditado, muito comum no brasil que prega:
" A VOZ DO POVO É A VOZ DE DEUS ".
Há porém uma passagem no livro sagrado dos cristãos que diz textualmente que quando Pilatos perguntou ao "povo" quem deveria ser salvo da crucificação, esse escolheu Barrabás.
Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus. 21 De novo, perguntou-lhes o governador: Qual dos dois quereis que eu vos solte? Responderam eles: Barrabás! 22 Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos. 23 Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado! 24 Vendo Pilatos que nada conseguia, antes, pelo contrário, aumentava o tumulto, mandando vir água, lavou as mãos perante o povo, dizendo: Estou inocente do sangue deste [justo];
O texto retirado de Mateus 27:16-26, possui a palavra "persuadiram". Foi necessário um trabalho de persuasão para que Barrabás fosse libertado. A voz do povo foi conduzida para o interesse dos sacerdotes.
Minha pergunta é:
Quando os cristãos brasileiros afirmam categoricamente, " a voz do povo é a voz de Deus", o significado da frase esconde um segundo significado? Ou as pessoas que se utilizam desta frase (há várias figuras na televisão que fazem uso desta frase) não entendem o contraste que isso pode ter com o cristianismo no qual essas pessoas estão inseridas?
Não tenho a resposta para as perguntas que eu mesmo fiz. Entretanto, concluo que a crença na divindade da voz do povo não parece ter origem bíblica, mas sim, muito provavelmente, de algum tipo de senso comum arraigado.
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Last Updated on Tuesday, 20 April 2010 21:03 |
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Written by Y.N. Daniel
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Saturday, 17 April 2010 17:31 |
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Local: São Paulo, Brasil, Midia, Televisão Objeto de estudo: paradoxo Observação no. : 3
É comum ver programas de televisão sobre sustentabilidade, consumo consciente, ecologia, patrocinados por propagandas de carros. Estes comerciais são veiculados das 18 às 02 da manhã. Cinco veiculações a cada 10 min. Creio que são 240 veiculações por noite. Isto deve dar por volta de umas 1680 veiculações por semana. O carro é um agente poluidor importante, mas sua venda alimenta uma extensa cadeia produtiva. A cidade de São Paulo tem um trânsito extremamente complicado. É uma cidade projetada exclusivamente para o carro e não para as pessoas. Ao mesmo tempo em que a qualidade de vida se deteriora devido a um trânsito infernal, mais aumenta o número de pessoas que sonham com um carro novo e se possível grande. Todo dia milhares de carros são acrescentados à frota da cidade. A cada dia, o tempo para ir de casa para o trabalho, e vice versa, aumenta. Depois de passarem horas no trânsito, as pessoas no Brasil, em sua maioria tem o hábito de relaxar vendo televisão. Sem perceber, o que mais vêem são comerciais que as incitam a comprarem mais carros. Essa contradição, quase no seu estado puro, me lembra o "Processo" de Franz Kafka. Certamente quem passa 4 horas no trânsito, diariamente, não está interessado em que mais carros sejam incorporados a frota da cidade. Entretanto, esta mesma pessoa, muito possivelmente, está sendo convencida, também diariamente, que ela precisa comprar um carro novo com urgência para que sua vida fique melhor.
Conclusão: falando metaforicamente, isso parece em muito com um "suicído" em massa.
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Last Updated on Sunday, 18 April 2010 00:15 |
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Written by Y.N. Daniel
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Tuesday, 13 April 2010 15:29 |
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Local: São Paulo, Brasil, world wide web Objeto de estudo: co-incidência Observação no. : 2
1 mês atrás vi um documentário sobre a pequena dançarina. Uma escultura de bronze feita por Edgar Degas em 1881. Uma escultura enigmática de uma bailarina de quatorze anos que expressa ao mesmo tempo disciplina, dor, beleza, juventude e tristeza. Resolvi colocar um post sobre esta escultura no Facebook 1 dia depois de ver o documentário. Duas semanas atrás foi colocada, no metrô vila Madalena, em exibição uma exposição de uma artista que retrata justamente essa dançarina de bronze. A dançarina é retratada em vários painéis de forma estilizada ao lado de textos os quais não prestei atenção. Percebo uma conexão óbvia entre o documentário, o meu post, mas não a percebo tão óbvia assim no que se refere a exposição. É possível que haja um movimento planejado para divulgar a obra de Edgar Degas do qual não estou ciente. Num primeiro momento tive a tendência a achar que meu post e a exposição eram coincidências, mas levando em conta o tempo entre estes dois eventos, desisti desta linha de raciocínio.
Referência: La Petite Danseuse de Quatorze Ans" ("Little Dancer of Fourteen Years"), c. 1881, is a sculpture by Edgar Degas.
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Last Updated on Tuesday, 13 April 2010 15:48 |
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Written by Y.N. Daniel
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Monday, 12 April 2010 02:34 |
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Local: Av. Paulista, São Paulo, Brasil. Objeto de estudo: Casais e mulheres. Observação no. : 1
Hoje, andando pela Paulista notei algo intrigante. A diferença de altura entre homens e mulheres, nos casais, varia de 20 a 30 centímetros. O homem é quase sempre muito mais alto que a mulher. As mulheres andam quase sempre de cabeça baixa e também quase sempre arrastando a sola dos sapatos no chão. O andar desses casais onde a diferença de altura é muito grande (que representam provavelmente 99% da população dos casais) parece um pouco cambaleante. Observei hoje, apenas um casal cuja mulher tem uma altura muito próxima da do homem. Provavelmente minha amostra deve estar comprometida. Ainda é cedo para fazer afirmações categóricas; mas no casal em que os dois tinham altura semelhante, a desenvoltura do andar era maior. As mulheres observadas por mim, acompanhadas de seus parceiros eram quase sempre de estatura baixa e de quadris largos. Chego a intuir que o fenótipo mais desejável em nossa cultura seja justamente esse. No dia de hoje, não encontrei nenhuma mulher alta, magra e jovem, acompanhada. Devo salientar que observei nas mulheres acompanhadas uma postura de submissão a qual não encontrei paralelo nem mesmo em Kyoto no Japão. Lembrou-me um pouco o que vi no mundo árabe. Apenas um pouco, pois no mundo árabe homens e mulheres não podem andar de mãos dadas.
No final de minha observação lembrei-me de duas mulheres em especial: - Uma é o ícone pop, Madonna. Esta é uma mulher de baixa estatura e, possivelmente, a mais poderosa figura feminina do show business da música. - A outra que me veio a mente foi Michelle Obama. Uma mulher alta de braços fortes e que hoje é a primeira dama dos Estados Unidos.
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Last Updated on Monday, 12 April 2010 21:30 |
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